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Gabinete - Sexta-feira, 28 de Novembro de 2025

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Cruzeirópolis, Cala a Boca, Vila Guaíra, Mandaguaçu: 73 anos de história

Nomes definiram ocupação urbana em momento distintos da história da cidade que se emancipou, deputados anularam decisão e governador restituiu autonomia


Cruzeirópolis, Cala a Boca, Vila Guaíra, Mandaguaçu: 73 anos de história

Mandaguaçu entra no mês de comemoração dos seus 73 anos de história marcado pelo contínuo crescimento, expresso não apenas na expansão do seu perímetro urbano, mas também na diversificação de suas atividades econômicas e construção diária de uma cidade melhor, mais humana, solidária e desenvolvida. Não por acaso o eslogan do aniversário é Nossa Terra, Nosso Orgulho, indicativa da valorização da tradição e história.

A história da cidade começa no início da década de 1940 sujeita ao mesmo roteiro seguido por outras ocupações urbanas surgidas à época, por obra da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, responsável pela colonização da região. A partir de Londrina, a ocupação avançou em direção ao Norte e Noroeste, com os pioneiros avançando pelas picadas em meio à mata para formar os primeiros núcleos habitacionais, que mais tarde virariam cidades. 

Consta que Mandaguaçu nasceu como Cruzeirópolis e logo ganhou fama como Cale a Boca. O relato sugere que a expressão nasceu da boca de alguém que, diante de um homem assassinado, largou a definição espirituosa, que perdurou como limite para os aventureiros. A localidade passou a ser temida a partir de outras histórias que narravam discussões, brigas, tiros e facadas, mais como boatos do que fatos 

Os episódios que davam fama à localidade se desenrolavam-no entorno da venda de Durvalino de Matos Medrado, que teria se instalado na futura cidade em junho de 1945, passando à história como primeiro morador da zona urbana. O título de pioneiro da área rural é de Tito Rodrigues, cafeicultor que abriu a mata em 1944 para plantar seus cafeeiros. Em algum momento, a cidade virou Vila Guaíra e na sequência Mandaguaçu.

Passagem curiosa desse período foi a ordem recebida por João Vermelho, zelador da ordem pública à época, que cumpria as funções de delegado, para que prendesse qualquer pessoa que mencionasse o nome Cala a Boca para se referir a Cruzeirópolis. A ordem buscava impedir que a má fama do lugar criasse obstáculo à venda de terrenos, o que não surtiu o efeito esperado: a expressão tornou-se cada vez mais popular. 

A história conta que Mandaguaçu ganhou a emancipação e a perdeu num curto espaço de tempo, restabelecendo a condição de município pela simpatia do governador Bento Munhoz da Rocha Neto, que restituiu lei anulada pela Assembleia Legislativa. Em 17 de novembro de 1952, por meio da Lei 790, Mandaguaçu emancipou-se e, em 14 de dezembro daquele ano o município foi oficialmente instalado. 

Na verdade, a simpatia do governador era com o agrônomo Arahy Milla Ferreira de Siqueira, então presidente de honra do subdiretório do Partido Republicano (PR) e com grande prestígio junto às diversas instâncias do governo estadual. Graças a essa conexão e ao fato que foi creditado a ele a restituição da emancipação do município, Arahy Ferreira foi eleito primeiro prefeito de Mandaguaçu, enfrentando as adversidades de mandato encerrado em 1956. 

 

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